Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina da UFMG
(1983–1988)Residência em Clínica Médica no Hospital Semper
(1990–1992)Membro Titular da Sociedade Brasileira de Clínica Médica
Desde 1994 · RQE 18389Membro Titular da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia
Desde 1994 · RQE 18390Mestrado e Doutorado em Medicina – UFMG
(1993–1997)Professor Associado da Faculdade de Medicina da UFMG
(1997–2021)Coordenador do Programa de Extensão Envelhecimento Saudável – UFMG
Mestrado em Epidemiologia Clínica – Holanda
(2013–2014)Pós-doutorado – Erasmus University
(2013–2014)Professor Convidado da Faculdade de Medicina da UFMG
Desde 2021
A ciência no dia a dia do consultório.
No meu segundo mestrado (2013), em Epidemiologia Clínica, no Instituto de Ciências da Saúde da Holanda, estudei a avaliação de exames complementares: o que é realmente útil? O que, de fato, significa cada resultado? Minha pesquisa abordou os erros no diagnóstico da doença de Alzheimer. Aprendi também a analisar criticamente os medicamentos — o que funciona de verdade? — e, de volta à UFMG, participei de várias pesquisas sobre o uso inadequado de medicamentos. Acredito que esse aprendizado tornou mais precisas e fundamentadas as minhas decisões sobre diagnóstico e tratamento.
A prevenção de doenças ao longo do envelhecimento.
Meu artigo de doutorado (1997) sobre esse tema foi citado em 1.200 trabalhos científicos. Em 2001, coordenei alunos de pós-graduação em um projeto do CNPq que identificou fatores associados ao envelhecimento saudável no Brasil. Coordenei a disciplina “Saúde do Idoso” em um curso de pós-graduação que formou 1.100 médicos, enfermeiros e dentistas. No Tratado de Geriatria (o da foto ao lado, nas edições anteriores e na de 2026), meu capítulo descreve doenças e causas de morte de brasileiros ao envelhecer. Tenha o paciente 50 ou 90 anos, prevenir doenças é uma prioridade do meu acompanhamento clínico.
O raciocínio clínico é um eixo central do meu trabalho.
Colaborei com o Grupo Integrado de Pesquisa em Educação Médica da UFMG e, durante o pós-doutorado no Institute of Medical Education Research da Erasmus University de Rotterdam (2014), investiguei as causas dos erros de raciocínio em médicos novatos e experientes. A partir desse aprendizado, desenvolvi material didático hoje utilizado por alunos da UFMG, participei da produção de artigos científicos e, sobretudo, reformulei de modo profundo a minha própria prática clínica.
O cuidado clínico centrado na pessoa.
Minha abordagem clínica parte da escuta atenta e do entendimento integral do paciente — sua história, seus valores, seu contexto familiar e social. Cada consulta é um espaço de diálogo, no qual decisões são construídas de forma compartilhada, respeitando expectativas e prioridades individuais.
Decisões baseadas em evidências e bom senso.
Utilizo o conhecimento científico de forma criteriosa, evitando exames e tratamentos desnecessários. Avalio riscos e benefícios de cada intervenção, com especial atenção ao uso racional de medicamentos, buscando sempre eficácia, segurança e simplicidade no cuidado.
Prevenção, funcionalidade e qualidade de vida.
O acompanhamento clínico é orientado para a prevenção de doenças, a preservação da autonomia e a manutenção da funcionalidade ao longo do envelhecimento. Mais do que tratar diagnósticos isolados, meu objetivo é promover saúde, bem-estar e longevidade com qualidade, em todas as fases da vida adulta.
Artigo publicado no doutorado na UFMG analisando os problemas de saúde relacionados ao envelhecimento no Brasil. Foi citado em mais de 1200 publicações científicas.
Artigo do mestrado na Holanda que analisa as dificuldades no diagnóstico da Doença de Alzheimer em estudos brasileiros.
Livro publicado pela UFMG para o Curso de Atenção Básica em Saúde da Família, formando mais de 1.000 profissionais.
Pesquisa que avaliou os fatores relacionados à capacidade de envelhecer com saúde.
Discussão sobre pesquisas em Educação Médica desenvolvida após o pós-doutorado na Holanda.
Revisão sobre os principais problemas de saúde relacionados ao envelhecimento da população brasileira.
Análise das principais causas de adoecimento e morte entre idosos no Brasil.
Estudo sobre polifarmácia e uso inadequado de medicamentos na população idosa.
Pesquisa que demonstrou a associação entre quedas e o uso de hipnóticos.
Estudo sobre critérios e métodos para avaliar medicamentos adequados para idosos.